29 June 2017

"Adoro música inglesa do século XVII. (...) Sou tipo cripto-budista-ateu. Costumava ser ateu militante, agora já não acredito em dizer a outras pessoas o que elas devem pensar. Creio que as religiões se assemelham à superstição e não gosto de ser controlado por nada daquilo que elas fazem. Não gosto do monoteísmo ou da ideia de um velho com barba lá em cima no céu a julgar-nos após a nossa morte. No que me diz respeito, bem podem fazer o pino e adorar o rato Mickey *" (à excepção da não militância - a militância é divertida! -, andas a imitar-me, ?)


* oh sim, sim!...
Desde que o santo Chiquinho é CEO da Vaticano S.A. tudo mudou!

28 June 2017

Acabou-se, pá...

... é sempamemamerda, daaassseeee!... durante um anito, caraças, a malta mandou no mundo: os eurocoisos (do ludopédio e das cantigas), o picareta falante "on top of the world", a Great Fatima Swindle, a economia a lançar foguetes, chegou a pensar-se numa candidatura à chefia da Federação Galáctica... e, agora, tungas!... ardeu tudo, o salvador da pátria deu um peido, e o sangue lusitano, do mais puro que há parece que anda anémico... 'bora lá em romaria à Casa dos Bicos, pró beijinho no dói-dói...

Chrysta Bell - "Somewhere In The Nowhere" (D. Lynch/C. Bell/D. Hurley)


Escutemos os heróis da pátria!

 
David Jacques Lynch Tati

(de Twin Peaks, 3ª temporada)

27 June 2017

 


The Paris Sisters - "I Love How You Love Me" (de Twin Peaks, 3ª temporada)
Preciosidade: David Ackles na televisão norueguesa  (1968)
(cortesia via-email do LP)

... claro que ao ex-"sit-down comedian", Marselfie, até lhe agradaria muito a ideia... mas teria de se contentar com um baterista e um guitarrista
O MAIS BELO ALIEN


Tal como acontece com praticamente tudo o que até agora vimos na terceira temporada de Twin Peaks, o percurso para o final do 3º episódio é magnificamente indecifrável e perfeito. Invertendo o sentido da narrativa, assistimos à actuação dos Cactus Blossoms – os Everly Brothers assombrados por Buddy Holly –, no “Bang Bang Bar”, imediatamente antecedida por um enigmático desabafo do especialista forense, Albert Rosenfield (“The absurd mystery of the strange forces of existence”, na verdade, a forma como, desde que concluiu Eraserhead, David Lynch se refere a Ronnie Rocket, um projecto de filme nunca concretizado), proferido no gabinete do director regional do FBI, Gordon Cole/Lynch, entre fotografias de Kafka e de uma explosão nuclear. A escutá-lo está a agente Tamara Preston, uma nova personagem que, minutos antes, nos havia sido apresentada quando Cole lhe pede imagens dos despojos humanos terrificamente mutilados, encontrados junto à misteriosa “caixa de vidro”. 



Tammy Preston é, na realidade, a actriz, modelo e "singer-songwriter" Chrysta Bell, que, no seu panteão privado, abriga Nina Simone, Julie London, Etta James, Rosemary Clooney, Alison Goldfrapp e Fiona Apple. Há quase vinte anos, travou conhecimento com David Lynch – “A primeira vez que a vi actuar, pareceu-me o mais belo 'alien' que alguma vez tinha visto”, ajoelha Lynch – e, logo nesse primeiro encontro, escreveram uma canção, "Right Down To You". Teriam de esperar, porém, até 2006 para que o "coup de foudre" inicial desse um primeiro fruto público – a belíssima e muito cocteautwinsiana "Polish Poem", da BSO de Inland Empire –, mais cinco anos até um óptimo e ignorado álbum de estreia a quatro mãos, This Train (onde "Right Down To You" surgia), e outros tantos até ao nada menor EP, Somewhere In The Nowhere. Entretanto, integrada já no elenco de Twin Peaks mas musicalmente emancipada de Lynch, publica, agora, quase em simultâneo, uma versão sideral de "Falling" (a canção-tema da série, produzida pelo ex-This Mortal Coil, John Fryer), e o álbum We Dissolve, imenso pedaço de deslumbre sonoro no exactíssimo ponto de encontro de quem para ele contribuiu: John Parish (ver em PJ Harvey), Stephen O’ Malley (Sun O))) e a sufocação eléctrica), Adrian Uttley (a "torch song" segundo os Portishead) e a voz do mais belo "alien" do mundo.

24 June 2017

Miúda, é fácil: basta mandares à 
fava a trafulhice da seita de Kolob!

... e, já agora, para poupar nos posts, espreitem também aqui e aqui - ainda que não pareça, vai dar tudo ao mesmo
O Diabo, sem a menor dúvida, existe, existe e existe! (o Capelão Magistral confirma tudo o que diz o Sábio Mestre e, nas entrelinhas, insinua que terá sido o mafarrico a atear os fogos de Pedrógão... se calhar, porque deus anda aborrecidíssimo com a geringonça e fez de conta que não reparou nas tropelias do Demo)