31 May 2012

"SÓ AS PESSOAS SUPERFICIAIS NÃO JULGAM PELAS APARÊNCIAS" (IV) (ainda e sempre, Oscar Wilde - prosseguindo)

João Almeida, deputado do CDS/PP (aliás, o Che do cabelinho à foda-se)




CLARO QUE NÃO DEVEM; DEVEM SER TRATADOS COMO PARASITAS INÚTEIS


E O REIZINHO DE PAPELÃO NÃO PROTESTA, INDIGNADO? E O PCP NÃO PIA?

... silly me, claro que pia...
SENDO QUE ISTO, MANIFESTAMENTE, NÃO FUNCIONA, HÁ QUE LANÇAR UM CONCURSO DE IDEIAS ACERCA DE COMO LIDAR DE FORMA EXPEDITA COM GENTE DESTE CALIBRE
EU VI O FUTURO (DO LIMA, DO SILVA CARVALHO, DOS OUTROS...) E ELE CHAMA-SE ISALTINO, QUERO DIZER, FELGUEIRAS
 
Otis Redding - "Cigarettes And Coffee"


Chet Baker - "Deep In A Dream"


Serge Gainsbourg & Catherine Deneuve - "Dieu Est Un Fumeur De Havanes"
AH LEÃO!...

“To have good wine we need good cock”

30 May 2012

QUER DIZER, PIOR DO QUE O TONY SOPRANO, DON VITO CORLEONE E O DUARTE LIMA TODOS JUNTOS...

A REGRA DE TRÊS SIMPLES 
(4ª parte da entrevista com Jack White publicada na "Blitz") 



Detroit, na história pessoal de Jack White e na própria biografia da cidade, chegaria ao fim. Já em decadência antes, e definitivamente devastada pela rebentada bolha assassina do “subprime”, em 2008, a “motortown”, capital mundial da indústria automóvel, transformou-se em quase cidade-fantasma, habitada por pouco mais do que espectros da história do século XX. Nos EUA, as maiores cidades morrem como minúsculas aldeias e – imagens, imagens, imagens sempre –, agora, é a vez de caber a The Ruins of Detroit – colecção de fotografias de Yves Marchand e Romain Meffre, contendo “todos os edifícios arquetípicos de uma grande cidade americana em estado de mumificação”) o papel de exibir os deslumbrantes e paralisantes testemunhos iconográficos de tão “esplêndidos monumentos em decadência, tal como as pirâmides do Egipto, o Coliseu de Roma, ou a Acrópole de Atenas, destroços não menos significativos da queda de um grande império”.



No entanto, já em 2006, White trocara Detroit por Nashville, em conflito com a cena musical local:

“Tinha-se tornado demasiado cínica e negativa. Sentia-me odiado, indesejado, desencorajado. É a cidade em que cresci e, até me ter tornado famoso, nunca me tinha acontecido tal coisa. Parecia que ninguém nos queria por lá. Era horrível, não podia ir a um bar, não podia ir a concertos, um autêntico desastre. Não conseguia de todo continuar a viver e a criar ali, era uma coisa incrível. Tive, por isso, de procurar outro lugar para viver. O que não é fácil quando isso significa abandonar a nossa própria cidade. Não porque o desejemos mas porque nos forçam a isso”.

Apesar de ser um indígena de Detroit que sempre confessou não ter especial afeição pela música da Tamla Motown, a cidade – mesmo que, agora, Nashville se esforce por mimá-lo, nomeando-o embaixador musical (“Foi uma decisão do mayor e, sem dúvida, um gesto de apoio muito simpático“) – há-de ter-lhe ficado agarrada à pele...

“Evidentemente que sim. Quando criamos alguma coisa e não desistimos nunca de o fazer, acabamos por ser vítimas do ambiente em que vivemos. E isso é igual quer vivamos em Inglaterra, no Japão ou na Lua. O sítio em que crescemos inspira-nos das mais variadas formas. Detroit influenciou-me de um modo que nunca poderia ter sido igual caso vivesse, por exemplo, na Califórnia”.


Mas parece-lhe que a cidade pode começar a reerguer-se?

“Não. As infraestruturas estão arrasadas e a atitude positiva de reconstrução pura e simplesmente não existe. Chamam-lhe uma cidade em renascimento mas não está a acontecer renascimento nenhum porque a atitude que prevalece é a pior possível”.
PORQUE É QUE, DA GEBALHADA  DA BOLA, ÀS MÁFIAS PARTIDÁRIAS OU, AGORA, À ASSOCIAÇÃO DE MALFEITORES DO SUMO-PATÍFICE, A TRETA É SEMPRE EXACTAMENTE IGUAL?


(cortesia de mr. apostate)
SÓ OS RESPONSÁVEIS DA INSTITUIÇÃO? UPA, UPA, MAIS ACIMA...

CONFIRMADO (+ I, II, III, IV e V) 
AGORA, É FAVOR NÃO SE ESQUECEREM DO KIM JONG-UN PARA A UNICEF, DO AL-ASSAD PARA "SPECIAL ADVISER ON THE PREVENTION OF GENOCIDE" E DO AHMADINEJAD PARA A CTITF

ONU nomeia Mugabe “líder para o turismo”
A ORQUÍDEA-CAVACA, "WE ARE CRAZY ABOUT GARDENS", "VENHA CÁ, VENHA CÁ, FAXAVOR", A PERTURBANTE AUSÊNCIA DO TÓPICO DO PICANTE (E, QUIÇÁ, MAIS INQUIETANTE AINDA, DAS VACAS!)... MAS GRANDE, GRANDE É O MOMENTO OLIVEIRA DA FIGUEIRA-DE BOLIQUEIME:


Presidente da PSA - Agora o que todos esperamos é que a Europa resolva estes problemas rapidamente. 

A Cavacal Figura - Iá bacano, podes crer, meu. 

(o arzinho obstipado do Álvaro Coiso com "as barbas de molho" também é precioso)

29 May 2012

A SOCIEDADE DE CLASSES: AQUELES SOBRE QUEM A PORTEIRINHA-PIDE FEZ UM RELATÓRIO; E OS OUTROS
VINTAGE (LXXXIX)

The Walkmen - "Driver 8"

NÃO SE FAZ UMA COISA DESTAS A UM HOMEM TÃO BOM

ISTO TEM UM CERTO PERFUME HOMOERÓTICO, NÃO TEM?

"Silva Carvalho lembra a patrão da Ongoing (...) que lhe passou o 'malhete', símbolo do poder na loja Mozart" ("Correio da Manhã" de hoje)


... E O NÍVEL LITERÁRIO DA COISA NÃO BAIXA

“Um cardeal guiou o corvo”

... e um ou outro momento mais "pulp" é de fácil absolvição por ser da autoria do Exorcista Maximus (que, como se comprova, estava cheiinho de razão)

28 May 2012

O QUE LÁ NÃO ESTÁ



 














Paul Buchanan -  Mid Air
 
A imagem da capa dificilmente poderia sonhar ser uma tradução visual mais fiel do que contém o primeiro álbum a solo de Paul Buchanan: como se de uma das peças da série, de Robert Longo, Men In The Cities – figuras masculinas (mais raramente, femininas), em postura de queda, desequilíbrio ou contorção espasmódica, como a que surgia envolvendo The Ascension, de Glenn Branca – se tratasse, mas uma em que, do modelo, apenas restasse, vazia, a "business-suit". Mid Air é exactamente isso: um lugar de perda e ausência onde, em 14 miniaturas e 36 minutos, é tão (ou mais) decisivo o que lá não está como o ínfimo que ali se escuta.


Com os Blue Nile, quatro álbuns em vinte anos de carreira (A Walk Across The Rooftops, 1984, Hats, 1989, Peace At Last, 1996, High, 2004), essa ideia de rarefacção já lhes era consubstancial, mas, se tudo parecia existir, em estado de imponderabilidade, num universo paralelo onde Hopper e Chagall desenhavam o "storyboard" para um argumento de Raymond Carver ao qual Buchanan, Robert Bell e P. J. Moore ofereciam a banda-sonora, as sombras que o atravessavam ainda guardavam alguma materialidade. Agora, quase só voz e piano, num disco que esteve para se chamar “Minor Poets Of The 17th Century”, é como se ouvíssemos um Chet Baker que não projecta sombra, um Sinatra monossilábico, um Satie poeta que, em vez de composições em forma de pêra, distribuisse "fortune cookies" com frases como “far above the chimney tops, take me where the bus don’t stop”, “the buttons on your collar, the colour of your hair, I think I see you everywhere” ou “last out the newsroom, please put the lights out, there’s no-one left alive”. E ali nos deixamos ficar, imobilizados, fascinados pelos vivos que nunca iremos ver, encandeados pelas luzes definitivamente apagadas.
THE INTERNET DEFENSE LEAGUE



... AND THE PLOT THICKENS, AND THICKENS...
O QUÊ???... LI BEM???!!!...

SE ISTO NÃO É PURÍSSIMA BELEZA LITERÁRIA...

Miguel Relvas: "Vou sair mais forte" deste caso

Transtorno de personalidade narcisista

27 May 2012

VINTAGE (LXXXVIII)

The Rolling Stones - "It's The Singer, Not The Song"

The Incredibly Strange Creature Who Stopped Living And Became A Mixed-Up Zombie  


REPARAR, MAIS UMA VEZ, NO SUBTILÍSSIMO EFEITO-TEMPLETON: O PROBLEMA NÃO RESIDE NA PRÓPRIA NATUREZA DA VATICANO S.A. MAS SIM NUNS FUNCIONÁRIOS DE MAU CARÁCTER QUE ANDAM A ESTRAGAR UMA EMPRESA QUE ATÉ É SÉRIA

... mais coisinhas boas aqui e aqui (mas desactivar, primeiro, o "efeito-Templeton")
Let’s Be Less Productive

"SÓ AS PESSOAS SUPERFICIAIS NÃO JULGAM PELAS APARÊNCIAS" (III) (ainda e sempre, Oscar Wilde)

Carlos Oliveira, Secretário de Estado do Empreendedorismo



26 May 2012

SÓ HÁ, ENTÃO, QUE INVESTIR NUMA FORMAÇÃO ACADÉMICA SÓLIDA E COM FUTURO: A QUE ASSEGURA MESTRADOS EM "PORTEIRA" E DOUTORAMENTOS EM "PIDE" 

MUITO BEM! EUROVISÃO SEM UMA PALAVRA SOBRE O BANDIDO; EUROBOLA & KIEV SEM UMA REFERÊNCIA A TYMOCHENKO... A TEORIA DA NÃO-CONTAMINAÇÃO ESTÁ A FAZER ESCOLA
UM FILANTROPO, UM BENEMÉRITO, PRATICAMENTE UM SANTO... GENTE BOA, ASSIM, É O QUE FAZ FALTA

 ECLIPSE DO SOL

"Atirar nomes para a ventoinha é uma insídia, mas quem procura tão perto não pode perder o que se vê ao longe. Que a operação 'Monte Branco' revela que há um submundo no alto dos arranha-céus. Que gente que condena os que 'vivem acima das suas possibilidades' tem menos honra, ética e vergonha que um rato. Que enquanto um país inteiro se derrete na incineradora dos impostos, dos salários, das pensões, do desemprego, da austeridade, há dinheiro sacado e expatriado. Que os mesmos que cofiam bigodes por causa dos restaurantes que não pagam IVA e das casas subdeclaradas são os que tiram dinheiro daqui para fora, com um bom génio da finança, advogado ou padrinho. É limpinho". (Pedro Santos Guerreiro, "Jornal de Negócios")

Eclipse of the Sun - George Grosz (1926)

25 May 2012

"Fugas embaraçosas"? "Gargantas fundas"? "Demissão surpresa do presidente do banco"? "O culpado é o mordomo"? "Escândalos sexuais"? ...

... será que o Relvas (como a Lady Gaga) era mais interessante do que parecia? O Silva Carvalho, afinal, até tinha densidade literária? O Duarte Lima acabou por revelar uma mal disfarçada faceta de organista "kinky"?...

Não, é apenas "business as usual" na Vaticano S.A.
... E PARA ALÉM DISTO, MUITO HAVERIA A DIZER ACERCA DO PACÍFICO CONVÍVIO DAS TELEVISÕES PÚBLICAS DA "EUROPA DEMOCRÁTICA" COM O REGIME DE UM MELIANTE ASIÁTICO QUE, SOB O ABRIGO DA EUROVISÃO, DISPÕE DE TEMPO DE ANTENA GRATUITO (E EXPLÍCITO) PARA AS MARAVILHAS TURÍSTICAS LOCAIS


UM CLÁSSICO: FOI O MORDOMO

Edit (03:27PM): mais um! só mais um!
A ÚLTIMA FRONTEIRA

















The Chieftains - Voice Of Ages

“Chamo-me Cady Coleman, sou astronauta da NASA, sejam bem-vindos à Estação Espacial Internacional! Quis trazer comigo alguma coisa que me recordasse da minha ascendência irlandesa. E, uma vez que também toco flauta, pensei ‘porque não flautas irlandesas?...’” Mas não quaisquer flautas irlandesas: uma de Matt Molloy, um "tin whistle" de Paddy Moloney (ambos dos Chieftains) e ainda uma terceira de Ian Anderson, dos Jethro Tull – com quem ela, a 12 de Abril do ano passado, em dueto Terra-Espaço, tocou a "Bourrée em Mi menor", de Bach (incluída no segundo álbum dos Jethro), por ocasião do cinquentenário da pioneira expedição de Yuri Gagarin, a bordo da nave Vostok 1.



E, porque parece ter queda para comemorações de meio século, ei-la, agora, repetindo a proeza na última faixa do álbum dos Chieftains (muito apropriadamente intitulada "Chieftains In Orbit"), publicado no momento em que Molloy, Moloney e associados comemoram idêntica efeméride de carreira. A verdade é que o espaço deve ser o único local que a música dos Chieftains ainda não tinha explorado – da China, à Galiza, ao México, a Nashville, ao Canadá ou à Terranova, na companhia de gente tão diversa como Van Morrison, Elvis Costello, Pavarotti, Ry Cooder, Madonna, os Stones, Stanley Kubrick e os Who – e o Governo irlandês bem poderia, sem prejuízo, extinguir os ministérios dos Negócios Estrangeiros, Turismo e Cultura e distribuir as suas competências por esta tão vastamente superior instituição. Voice Of Ages, na imensa variedade de convidados que, uma vez mais, convoca é, inevitavelmente, irregular, mas momentos como o de Cady Coleman ou outros com Imelda May, Pistol Annies, Carolina Chocolate Drops, Bon Iver, Punch Brothers, Lisa Hannigan, Decemberists e The Low Anthem tornam-no obrigatório.
QUER PARECER-ME QUE A EXPRESSÃO "TIROS NO ESCURO" PODERÁ SER MAL INTERPRETADA EM ANGOLA...

("Sol" de hoje)

... mas "o lançamento indiscriminado de nomes na praça pública" - iniciado, há uma semana pelo "Sol", recorde-se -, visto em contexto, tem graça, sim senhor.

Edit (08:30AM): o nome de Ana Oliveira Bruno, na edição em papel, aparece mencionado uma única vez: é o último, na última linha do texto. Ao lado, em caixa, "his master's voice"

24 May 2012

A REGRA DE TRÊS SIMPLES 
(3ª parte da entrevista com Jack White publicada na "Blitz") 



Ao contrário do que, aqui chegados, possa haver motivos para começar a suspeitar – sim, não desesperem –, também falámos de música. Mas, uma e outra vez, por algum misterioso motivo, a associação com imagens ou a alusão a um filme achou forma de se intrometer. Reparem, então: The Third Man/O Terceiro Homem, obra-prima absoluta do “noir”, de 1949, assinado por Carol Reed, com Orson Welles, Joseph Cotten e Alida Valli e sob a permanente assombração da banda sonora, em cítara alpina, de Anton Karas. Como chamou Jack White ao seu primeiro ganha-pão, por volta dos dezoito anos, uma oficina de estofador, a meias com Brian Muldoon, personagem local que lhe deu a conhecer o punk? Third Man Upholstery, publicitada através do slogan “Your furniture’s not dead”. Onde foi gravado o único single, de 2000, de The Hupholsterers – o duo de guitarra e bateria de Muldoon e White – preciosidade de colecção, contendo "Apple of My Eye", de Jack White, "I Ain't Superstitious", de Willie Dixon, e "Pain (Gimme Sympathy)", de Jack Starr? Third Man Studios. Qual a imagem estampada no bombo da bateria que, em 2010, White tocou, na digressão dos Dead Weather? A de Harry Lime (a sinistra personagem de Orson Welles em O Terceiro Homem), em fuga pelos esgotos da Viena do pós-guerra.



Que nome deu à editora independente que fundou em 2001 e cujo lema é “Your turntable’s not dead”? Third Man Records. Espreitem, agora, a primeira frase de "Ball And Biscuit", em Elephant, dos White Stripes: “It's quite possible that I'm your third man, girl”. Longe de mim – para quem o filme de Carol Reed bastaria como justificação para o cinema ter sido inventado – colocar reticências a tal obsessão. Mas é, sem dúvida, uma obsessão, não é, Jack?

“Tem tudo a ver com o filme, evidentemente, que é fabuloso, mas, igualmente, com a minha atracção pelo número '3'. Começou exactamente pela minha oficina de estofos: acredite ou não, eu era o terceiro estofador no meu quarteirão, em Detroit. Era inacreditável que uma única rua pudesse ter produzido três estofadores, uma profissão em declínio! (risos) E como também era grande fã de Orson Welles, surgiu esse nome. Mas o número '3' é a base de toda a minha criatividade, o abrigo em que me acolho. Uso-o a toda a hora quando componho, no design, nas cores... Gosto de limitações, de inventar regras e constrangimentos para poder criar no interior deles. Nos White Stripes, por exemplo, a nossa imagem era tricolor: vermelho, branco e preto. Submeter-me a essa regra do '3' contribui para que eu seja mais criativo”

Aparentemente, contudo, existe uma falha em tão férrea lógica: a paixão por O Terceiro Homem obrigaria que, a uma das guitarras que White possui, ele tivesse atribuído o nome de Alida Valli – a actriz principal, namorada de Lime/Welles, no filme – e não se tivesse ficado por apenas Veronica Lake, Claudette Colbert e Rita Hayworth. Que se passou, afinal?...

“(risos) Pois é, tem razão… mas, lá está, é o '3' outra vez, são três guitarras! É uma espécie de orientação autoimposta que devo seguir em tudo: Veronica Lake, Claudette Colbert, Rita Hayworth, uma loira, uma morena e uma ruiva!”
E, POR ENQUANTO, SÓ MAIS UM...
QUEREM VER QUE ESTE PATUSCO AINDA ME VAI CONVENCER A CONSIDERAR A HIPÓTESE DE PRESTAR 5 SEGUNDOS DE ATENÇÃO À CRIATURA GAGA?


O EMPREENDEDORISMO É DÉBIL? A CONCORRÊNCIA NÃO FUNCIONA? DEVEM ESTAR A BRINCAR CONNOSCO... 

Duas redes - duas! - concorrentes de lavagem de dinheiro mas esta última com muito mais pinta: Edmond Rotschild não é para todos... o comum "Zé das Medalhas" é que faz com que, à coisa, lhe fuja logo o pé para a chinela... mas ninguém é perfeito.


ORA CÁ ESTÁ * (E ATÉ ANTES DE 6ª FEIRA)... MAS TRATA-SE DE UMA NOTÍCIA, DE UM EDITORIAL, DE HIS MASTER'S VOICE?


... e, pelos vistos - como diria a Mme Arpel, "tout communique" -, confirma-se: voilá "o primo taxista suiço"!

* prémio do melhor comentário na página do "Sol" (é que, das ideias à ortografia, é tudo bom): "os masculinistas estão a roubar e a fundar este País á quase 40 anos e ninguem os condena e continuam a votar nesta mesma canalha de asnos toda! mas quando uma mulher fáz algum crime na economia meu deus é o fim do mundo.......!!!???"
O maravilhoso mundo da "world music": Buranovskiye Babushki (aliás, Бурановские Бабушки)

"Smoke On The Water"


"Hotel California"

23 May 2012

O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (XCV)

Pedro Arroja

(cortesia de mr. apostate)

Duas (postagens) seguidas pode ser um exagero mas há coisas boas demais para terem de ficar à espera

"O que é que visa o assédio, o que é que se pretende conseguir com este comportamento que é na origem feminino e dirigido a um homem, embora nas sociedades femininas seja indiscriminadamente praticado, nas mais variadas formas,  por mulheres e homens e sobre homens e mulheres?

O que é que uma mulher visa assediando um homem?

Desconcentrá-lo.

Desconcentrá-lo de tudo o que seja espiritual ou do intelecto, para o trazer à terra, para o virar para aquilo que é real e concreto - ela, em primeiro lugar. Uma mulher não abdica de ser o centro das atenções, e este é um dos mais distintivos comportamentos femininos. Ela disputa este lugar a Deus.

Tudo começou no Jardim do Eden. Adão estava lá concentrado, olhos postos no céu, a meditar em Deus. Eva passou uma vez e, à primeira, ele nem reparou nela. Ela passou a segunda vez. Desta vez, ele baixou o olhar, mas rapidamente o voltou de novo para o céu, como que envergonhado, e o espírito para Deus. Ela passou mais uma vez e ainda outra.

Não demorou muito tempo até que ele estivesse na posição do missionário *, de costas  voltadas ao céu e a Deus". (aqui)

*  não considerando a hipótese Lilith, claro.
A CURIOSIDADE É ENORME PARA SABER O QUE, DEPOIS DE AMANHÃ, PUBLICARÁ O "SOL" ACERCA DESTA E DESTA OUTRA NOTÍCIAS

+ leitura complementar
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (XCIV)

Pedro Arroja



Não percebi bem se é uma defesa da ejaculação precoce mas, como sempre, é magistral 

"Não existe recurso mais precioso para uma mulher do que o tempo. Tudo nela demora tempo e requer tempo. Ela demora mais tempo a reagir sexualmente. Ela demora mais tempo a arranjar-se de manhã para ir para o emprego. Ela demora mais tempo a tomar decisões. Naquele processo de produção em que ela participa juntamente com o homem, e que é o mais importante de todos - a reprodução - a participação do homem pode reduzir-se a alguns minutos, a dela demora nove meses. É assim também numa sociedade feminina, como Portugal. Tudo demora tempo, pedir uma certidão, obter uma licença, fazer uma reparação no ar condicionado, produzir de parafusos. (...) 

Pretender que uma sociedade feminina, como é a portuguesa, pode competir em termos de produtividade industrial com uma sociedade masculina, como a alemã ou a dinamarquesa, é uma ilusão. Primeiro, porque as mulheres não gostam do ambiente das fábricas. Segundo, e mais importante, porque tudo nelas demora muito mais tempo". (aqui)
SUPONHO QUE ISTO NUNCA CHEGOU A SER VERDADEIRAMENTE NOTICIADO; POR CAUSA DESTA NOJEIRA "JORNALÍSTICA", O ROTTWEILER FEZ O ENSAIO GERAL PARA A GRANDE ESTREIA; E, AGORA, VAMOS FAZER UMA APOSTA EM QUANTOS JORNAIS E/OU TELEVISÕES ESTA NOTÍCIA IRÁ SAIR?


Edit (04:22PM): uma.
STREET ART, GRAFFITI & ETC (LXXXVII)

(daqui)
QUE BELO BRINQUEDO

Robert Moog





22 May 2012


... mas a solenidade da coisa fica seriamente prejudicada por frases como "Alan Perkins acredita que 'Pinóquio' era Sócrates"

EM SCIENCES-PÔ, DIZ-SE "AGILIZAR O PROCESSO"

É OFICIAL: A GRÉCIA VAI SAIR DO EURO  

INVENTAR O MUNDO


Já, por diversas vezes, Laurie Anderson, involuntariamente, desempenhou o papel de profetisa dos tempos modernos. Aconteceu, primeiro, em 1981, quando, em "O Superman (For Massenet)", vinte anos antes, “viu” e “ouviu” imagens e vozes que lhe diziam “Well, you don't know me, but I know you, and I've got a message to give to you: here come the planes, they're American planes, made in America (…) And the voice said: neither snow nor rain nor gloom of night shall stay these couriers from the swift completion of their appointed rounds”. Eram, afinal, apenas palavras e frases de uma opera (Le Cid), de Jules Massenet, e das Histórias, de Heródoto, mas, numa manhã de Setembro de 2001 – seria essa a autêntica Odisseia no Espaço? – todos voltámos a vê-las e escutá-las, em directo, sob os céus de Nova Iorque. Em 1995, em "The Cultural Ambassador" (de The Ugly One With The Jewels), citando Don De Lillo, afirmara também que "os terroristas são os derradeiros artistas que restam pois são os únicos capazes de verdadeiramente nos surpreender", antecipando, aliás, o modo como, a quente, Karlheinz Stockhausen qualificaria o 11 de Setembro: “a maior obra de arte de todos os tempos, o sonho de qualquer músico: trabalhar durante dez anos para a realização de uma obra e morrer durante a consumação dela". Agora, a propósito de Dirtday! – último painel do tríptico que iniciou com Happiness e continuou em The End Of The Moon –, confessa que o que a motiva é não desejar que, daqui a cinquenta anos, possa existir quem olhe para trás e pense “Ainda me recordo de quando não havia um polícia em cada esquina...”



Essencialmente assente no último álbum (Homeland, 2010) mas não exclusivamente delimitado por ele, Dirtday! é um “grande filme mental, uma enorme sala onde as pessoas poderão imprimir as suas próprias marcas”, alimentado “por uma espécie de raiva e pela minha incapacidade para aceitar que não esteja toda a gente na rua a protestar contra o que lhe está a acontecer”. E, citando Carl Sagan que defendia que “toda a realidade é uma construção”, Laurie Anderson dá um passo em frente e dispõe-se a modificá-la. Porque se, no fundo, “muitas coisas que poderiam acontecer não acontecem”, isso se deve ao facto de não recorrermos às armas que temos mesmo à mão: “Os políticos são, fundamentalmente, contadores de histórias. Descrevem o mundo tal como ele é e também como pensam que deveria ser. Na qualidade de colega contadora de histórias, parece-me, realmente, uma excelente altura para reflectir sobre como as palavras podem, literalmente, criar o mundo. Precisamos de histórias para compreender o passado e avançar para o futuro; se não fosse assim, viveríamos apenas num mundo de sensações. As histórias oferecem-nos um sentido de possibilidade: se não gostamos de uma, podemos inventar outra”.



Numa conversa com Marina Abramović, em 2003, Anderson contava que uma das suas citações preferidas devia-a a Lenine que dissera que “a ética é a estética do futuro”. E interpretava-a como significando que, algum dia, “conseguiremos ser tão bons uns para os outros e comunicar de uma forma tão clara que poderemos dispensar todas aquelas coisas que, hoje, colocamos na categoria de ‘beleza’”. Já houve utopias bem mais mortíferas do que esta. Mas não nos colocaremos, seguramente, em perigo se comparecermos à chamada de Laurie Anderson que, em diálogo com Fenway Bergamot – a sua mais recente “audio drag alter-ego persona” –, nos conduzirá através do seu particularíssimo labirinto sterneano de “shaggy dog stories” onde todos os mundos são possíveis. (dia 22: Centro Cultural Vila Flor, Guimarães; dia 23: Teatro Gil Vicente, Coimbra; dia 24: Teatro Aveirense, Aveiro; dia 25: Teatro Cine, Torres Vedras; dia 26: Teatro Virgínia, Torres Novas)
O PROTESTO TERÁ SIDO POR CAUSA DO CASO-TYMOSHENKO? NÃO PERGUNTARAM? MAS VÃO ACABAR POR FAZER UMAS PERGUNTINHAS, NÃO VÃO?... OU TAMBÉM RECEIAM AS CONTAMINAÇÕES? 

"WHEN YOU DRINK ALE, BEWARE THE TOAST, FOR THEREIN LAY THE DANGER MOST"

"Mother Watkins Ale" - The London Consort (Fitzwilliam Virginal Book, 1600)

21 May 2012

THE WAVE PICTURES - "STAY HERE AND TAKE CARE 
OF THE CHICKENS"  
(sequência daqui)

Na verdade, temos de agradecer a Miguel Relvas por ter obrigado a Direcção Editorial do "Público" a reconhecer que existiu uma "inadmissível promessa de retaliações à jornalista e ao jornal", coisa francamente menos irrelevante do que, inicialmente, admitia
O CORDÃO SANITÁRIO CONTINUA COESO E INVIOLÁVEL: NADA DE CONTAMINAÇÕES!


... e sobre isto, ainda nada?...

20 May 2012

(O 2º ANO A SEGUIR AO) ANO DO TIGRE (LXXXIX) 

Manjerico, tigre luso e "literary cat" de pleno direito

PIRATAS, CONFETTI & VESPAS EMBRIAGADAS

The Wave Pictures - Long Black Cars
   
Há que demonstrar respeito por uma das mais invejavelmente obscuras e ignoradas figuras da pop literata britânica que, ao fim de uma prolífica discografia universalmente desconhecida, não hesita em colocar tão preciosa reputação em risco declarando que “não nos faria mal nenhum se pudéssemos contar com a ajuda de Mark Knopfler” e acrescentando “lá porque Brothers In Arms é uma completa merda, isso não quer dizer que o primeiro álbum dos Dire Straits não fosse óptimo”. O declarante é David Tattersall, guitarrista e autor das canções dos Wave Pictures, a vénia surgiu a propósito da primeira faixa de Long Black Cars – a explicativamente intitulada "Stay Here And Take Care of The Chickens" –, alegadamente inspirada por The Enforcer, um "noir" de 1951, com Humphrey Bogart, e, escutada, entende-se bem porquê.


Mas, para que não surjam equívocos, convém matizar a coisa com a observação adicional de que quem, neste e nos anteriores álbuns dos Wave Pictures, dê por si a murmurar os nomes de Jonathan Richman ou David Byrne, a interrogar-se se será Mo Tucker quem espanca as peles (não é, é Jonny Helm), a duvidar se não haverá por ali pessoal do "highlife" africano a fazer as seis cordas sorrir (não há, é puro Tattersall), ou a pensar que raio de disco será este em que Orange Juice e Smiths juntaram forças para homenagear os Violent Femmes, não está, de todo, a alucinar. É mesmo assim e, como de costume, é muito bom. E porque, de facto, “I heard the devil’s in the details and I heard God was in there too”, como amostra, espreitem à lupa este naco: “A pirate on a pirate ship throws confetti to the wind, wasps fly drunkenly into the overflowing bins, a six-foot yellow van, a hot air balloon, the whole town came to see it all this afternoon”.

19 May 2012

All the shock and fury that only real life can provide!!!

Johnny Stool Pigeon - real. William Castle (1949)
APÓS PERÍODO DE QUEBRA ACENTUADA, A VATICANO S.A. ASSEGURA, NO DEFESO, A CONTRATAÇÃO A CUSTO ZERO DE QUADRO VETERANO COM LARGA EXPERIÊNCIA EM ASSUNTOS DE FÉ 

Zita Seabra mais próxima da Opus Dei

(cortesia de mr. apostate)
DE COMO O MAU CARÁCTER DE UM ROTTWEILER PODE SER UTILIZADO PARA JUSTIFICAR OS PÉSSIMOS INSTINTOS DE UM PIT BULL (OU VENHA O DIABO E ESCOLHA)

POIS, DE FACTO, A QUESTÃO É PRECISAMENTE ESTA: SE O ROTTWEILER DO PASSOS AMEAÇA DIVULGAR DETALHES DA VIDA PRIVADA DE UMA JORNALISTA, É PORQUE ALGUÉM A ESPIOU E LHOS ENTREGOU... VÃO CONTINUAR A SER SÓ "FRASES"?... E A DIRECÇÃO DO "PÚBLICO" VAI CONTINUAR A ACHAR IRRELEVANTE?...

STREET ART, GRAFFITI & ETC (LXXXVI)

Banksy, Londres, Reino Unido, 2012




VINTAGE (LXXXVII)

Pylon - "Beep"

18 May 2012

POIS SE, JÁ HÁ TRÊS ANOS, ERA UM DOS PAIS ESPIRITUAIS DA BURLA QUE O CONFESSAVA... (EMBORA, DEPOIS, PREVISIVELMENTE, TIRASSE AS CONCLUSÕES ERRADAS)  

ACABADA DE CONFIRMAR NA TVI MAIS UMA PROEZA DO ESPLENDOROSO LEGADO DO PREMIADO PAULO CAMPOS, JÁ HÁ UM ANO DENUNCIADA
PENSANDO MELHOR, SERÁ QUE, FINALMENTE, TAMBÉM SE DESCOBRIU O FAMOSO PRIMO TAXISTA DO ISALTINO, NA SUÍÇA?

ANTIGAMENTE, EM TEMPOS MENOS TECNOLÓGICOS, CHAMAVA-SE A ISTO "UMA PORTEIRINHA" 

"Jorge Silva Carvalho (...) nunca deixou de espiar. 'É doido por informação. Está a falar consigo e a registar tudo no seu smartphone'" ("Sol"/"Tabu" de hoje)

A terra treme ou o oceano regurgita? (a tolerância para a "esquerda" frikolé é reduzidíssima)
Quod erat demonstrandum:

"Terá sido a confissão de Duarte Lima – que deverá passar para prisão domiciliária neste fim-de-semana – a permitir a detenção destas quatro pessoas" (aqui)

... noutras coordenadas geográficas, seria de esperar um "súbito agravamento do estado de saúde" do "stool pigeon".
É QUE NUNCA MAIS APRENDEM... NÃO É ESPAÇO "IBÉRICO", É ESPAÇO "LUSO-ESPANHOL"!

17 May 2012

STOOL PIGEON - THE SEQUEL 

(1ª página do "Sol")

Duarte Lima reconheceu alguns factos de que é acusado no processo do BPN o que levou o procurador titular do processo, Rosário Teixeira, a requerer a alteração da medida de coacção de prisão preventiva para prisão domiciliária com vigilância electrónica: "Este foi o resultado de uma mudança de estratégia por parte da defesa em consequência da intervenção do advogado Rogério Alves que sugeriu uma maior abertura de Lima quanto à colaboração com a justiça". 

Disse mas repito aqui: "Tenham piedade do homem; o Arnaut é uma pessoa com Necessidades Educativas Especiais. Não se deve gozar com isso".
Se não incomodar muito, em português claro e compreensível, "provocar os partidos à esquerda e reinventar a democracia" quer dizer exactamente o quê? E, já agora, o que é uma "esquerda livre"?



Paradise
Is exactly like
Where you are right now
Only much much better.

I saw this guy on the train
And he seemed to gave gotten stuck
In one of those abstract trances.
And he was going: "Ugh... Ugh... Ugh..."

And Fred said:
"I think he's in some kind of pain.
I think it's a pain cry."
And I said: "Pain cry?
Then language is a virus."

Language! It's a virus!
Language! It's a virus!

Well I was talking to a friend
And I was saying:
I wanted you.
And I was looking for you.
But I couldn't find you.
I couldn't find you.
And he said: Hey!
Are you talking to me?
Or are you just practicing
For one of those performances of yours?
Huh?

Language! It's a virus!
Language! It's a virus!

He said: I had to write that letter to your mother.
And I had to tell the judge that it was you.
And I had to sell the car and go to Florida.
Because that's just my way of saying (It's a charm)
That I love you. And I (It's a job)
Had to call you at the crack of dawn (Why?)
And list the times that I've been wrong.
Cause that's just my way of saying
That I'm sorry. (It's a job.)

Language! It's a virus!
Language! It's a virus!

Paradise
Is exactly like
Where you are right now
Only much much (It's a shipwreck)
Better. (It's a job)
You know? I don't believe there's such
A thing as TV. I mean
They just keep showing you
The same pictures over and over.
And when they talk they just make sounds
That more or less synch up
With their lips.
That's what I think!

Language! It's a virus!
Language! It's a virus!
Language! It's a virus!

Well I dreamed there was an island
That rose up from the sea.
And everybody on the island
Was somebody from TV.
And there was a beautiful view
But nobody could see.
Cause everybody on the island
Was saying: Look at me! Look at me!
Look at me! Look at me!

Because they all lived on an island
That rose up from the sea.
And everybody on the island
Was somebody from TV.
And there was a beautiful view
But nobody could see.
Cause everybody on the island
Was saying: Look at me! Look at me! Look at me!
Look at me! Look at me! Why?
Paradise is exactly like
Where you are right now
Only much much better.
A REGRA DE TRÊS SIMPLES 
(2ª parte da entrevista com Jack White publicada na "Blitz") 


Não estava propriamente à espera de que um diálogo de vinte e cinco minutos com um dos 20 melhores guitarristas de sempre do rock’n’roll, de acordo com o ranking de 2011, da “Rolling Stone” (mais precisamente, o 17º - “the hottest new thing on six strings by celebrating the oldest tricks in the book: distortion, feedback, plantation blues, the 1960s-Michigan riff terrorism of the Stooges and the MC5”), pelo caminho, se desviasse para uma espécie de debate em torno da influência da religião no processo político norte-americano e suas peculiaridades anexas, sob o eventual alto patrocínio de Richard Dawkins. Mas tudo começou quando, em naturalíssima sequência da alegada “obscenidade da religião”, me ocorreu perguntar a Jack White o que pensava acerca do despique actualmente em curso nas primárias do Partido Republicano, travado à volta da magna questão de aferir quem é mais fanática e irremediavelmente conservador e cristão?

“Os políticos, na América, utilizam a religião como a forma mais fácil para serem eleitos. As pessoas assustam-se, supõem que há quem se preocupe imenso com questões morais, mas, no fundo, é apenas o caminho mais curto que descobriram para chegar ao poder. Imagina que, se algum candidato se declarasse abertamente ateu, poderia, alguma vez, ser eleito presidente? Nunca na vida. Poderia ser mil vezes mais capaz e mais qualificado para o cargo que todos os outros mas nunca seria eleito”.


A resposta à interrogação seguinte – “posso perguntar-lhe em quem votou nas últimas presidenciais?” –, porém, foi ainda mais desconcertante:

“Em ninguém. Nunca votei para a presidência. Recuso-me a fazê-lo porque não acredito no sistema do colégio eleitoral que não respeita o voto popular. O presidente deveria ser eleito por voto directo: aquele que tivesse maior número de votos ganharia. Mas o que acontece é que é eleito pelo colégio eleitoral, uma relíquia repugnante que data do século XVIII e que permitiu, por exemplo, que George W. Bush fosse eleito sem ter alcançado a maioria dos votos. Ganhou através do colégio eleitoral e não pelo voto popular. É absolutamente ridículo, mas ninguém parece preocupar-se com isto”.
THE MAGNETIC FIELDS - "QUICK!"

AI O PICANTE!... CUIDADO COM O PICANTE!!!



(reposição daqui)

O pugresso, o choque, a emoção... "estar ali na catedral com a presença física daquele santo, o S. Francisco Xavier, que é tão apreciado pelos próprios indianos". E o cerimonial indiano!... "(com certeza importado dos ingleses) tão colorido, requintado e bonito".

A Srª Silva adora flores brancas e “disse-lhe muito” atirar pétalas ao mausoléu de Gandhi. Oh!... e o amor pela língua portuguesa, contudo, tão sensível ao... PICANTE!: “Uma dificuldade, já agora, para sermos francos: o picante da comida. Confesso que aí temos tido alguma dificuldade porque nem eu nem a minha mulher somos apreciadores do picante (Srª Silva: 'E já vivemos dois anos em África!...'). Quando dizem assim ‘não tem picante’, raramente está de acordo com aquilo que eu penso de comida não picante. A dificuldade com a alimentação, depois, às vezes, é compensada com a fruta que encontramos no quarto. (Srª Silva: 'Eu tenho-me alimentado a arroz branco') Sim, temos, acima de tudo, comido arroz branco. E pão, pão indiano. E iogurte. Muito iogurte. Sopa, às vezes, é apenas ‘mild’, mas não é nada, picante suave, mas não é nada... por isso, nós somos um pouco anormais nessa matéria, porque o picante para eles é muito bom. Ainda hoje li num jornal indiano que o picante era bom para o cancro".

A Srª Silva – de 0 a 20 - avalia o Sr. Silva em 21 valores. 

16 May 2012

NÃO SERÁ BEM, BEM A MARAVILHOSA PEDAGOGIA FOSFÉNICA MAS OBSERVEM COM ATENÇÃO E DIGAM LÁ SE NO SITE * DE TÃO MERITÓRIA INICIATIVA, NO VIDEO DAS "MENTES QUE BRILHAM", NÃO RECONHECEM ESTA MESMA SAPIENTÍSSIMA SUMIDADE DA INIGUALÁVEL UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA?

* só de escutar a banda sonora fica-se logo emocionalmente mais inteligente... e a "mais valia" acabou por ser justissimamente reconhecida.
EM DETERMINADOS CASOS, DEVIA COMEÇAR A PENSAR-SE NA HIPÓTESE DE COLEIRA, AÇAIME E TRELA