31 December 2014

30 December 2014

2014 - Prémio "Série/Novela/Reality Show"



"The Russian punk protest band Pussy Riot have released a fiery new video in support of anti-Putin opposition leader Alexei Navalny. After a long and controversial prosecution, a Moscow court gave Navalny a suspended sentence on Tuesday while sending his younger brother, Oleg, to jail for 3.5 years after convicting both on dubious charges that they both embezzled more than $500,000 from two private companies. 

In the clip, called The Witches of Pussy Riot Clean Manezhka, leading band members Nadya Tolokonnikova and Maria Alyokhina join with two other political activists to sing and sweep Manezhnaya Square, preparing it for new demonstrations against President Vladimir Putin's authoritarian government. 'We're calling on people to follow the example of the witches and come out onto Manezhka and fly in the direction of the Kremlin', Tolokonnikova told BuzzFeed News on Monday night. The band sheds their trademark balaclavas for evening wear in this latest video, as they first appear seeming to prepare for an elegant night on the town. For Pussy Riot, that means grabbing brooms and tidying the square for protesters, who have already been cleared by Moscow police once Tuesday but are gathering now by the thousands in the wake of the verdicts" (aqui)
Raquel, a menina tem uma noção da tristíssima figura que faz dizendo tremendos disparates sobre assuntos de que tudo ignora?

"Para se ir a um concerto e não o achar aborrecido e ter prazer é preciso ter aprendido a gostar de música, ter ouvido boa música. A educação musical em Portugal nas escolas podia ser aprender a ler música e tocar um instrumento – em vez disso tocam uns ferrinhos... Tocam ferrinhos porque assim a força de trabalho está ocupada, prolongam-se os horários de trabalho e os miúdos ficam na escola ainda que a fazer algo inútil" (aqui)
MÚSICA 2014 - INTERNACIONAL (I)

(iniciando-se, de baixo para cima *, de um total de 25)





 







* a ordem é razoavelmente arbitrária...
2014 - Prémio "Mãos-Largas-Sem-Partido"

2014 - Prémio "Eu (quase) vi o futuro"


(ler mais aqui)
New Universe Evolution Simulation

28 December 2014

Mestre Alves, ponta de lança das forças do Além, em defesa do recluso nº44
 


... e as tropas do recluso nº44 passam 
a um estádio superior de luta!...

2014 - Prémio "Ai Pedrinho, filho, 
que ainda ganhas as eleições!..."


Uma Noite no Monte Calvo - Modest Mussorgsky (Claudio Abbado-Berlinner Philharmoniker)
The Tweet Of God (IV)

 
Cause less hatred 
Kill fewer children 
 Heal the sick 
Mend the broken-hearted 
Unite the human race 
Make pigs fly
Sleaford Mods - "Tied Up In Nottz "

"Opção de escolha" * é tão lindo, não é? (mas os links são catitas)

* sequência daqui
2014 - Prémio "Canção de 1984 que 
deveria ter sido reeditada em 2014"

Heróis do Mar - "Pássaro Vermelho" 

23 December 2014

DA-DA-DA-DA


Carmen Miranda é um filão inesgotável para o mui escorregadio jogo das identidades (“assassinas”, como as qualifica Amin Maalouf): portuguesa, da Várzea da Ovelha, carioca/bahiana ou confecção kitsch/exótica de Hollywood? Menina do convento de Santa Teresa de Lisieux ou “Brazilian Bombshell” dançando, escandalosamente "pantieless", com César Romero, no set de Weekend In Havana? Embaixadora, nos EUA, do Brasil de Getúlio Vargas ou emissária da Good Neighbor Policy de Roosevelt para a América Latina? Intérprete de “sambas demasiado negros” ou objecto dócil de “americanização” por comodidade de marketing e facilidade de exportação? Turbante tutti-frutti ambulante ou flamejante ícone gay? “Fantasia de um qualquer executivo impotente que se imaginava um magnata do cinema” – como refere David Toop em Exotica, citando a contracapa de uma compilação de êxitos “latinos” –, "a stranger reduced to what seemed strange about her", segundo Arto Lindsay, ou o brinquedo escapista favorito de Wittgenstein?



Era, de certeza, di-lo Caetano Veloso em Verdade Tropical, “um emblema tropicalista, um signo sobrecarregado de afectos contraditórios (...) O facto de ela ter-se tornado, com o sucesso em Hollywood, uma figura caricata de que a gente crescera sentindo um pouco de vergonha, fazia da mera menção de seu nome uma bomba de que os guerrilheiros tropicalistas fatalmente lançariam mão. Mas o lançar-se tal bomba significava igualmente decretar a morte dessa vergonha pela aceitação desafiadora tanto da cultura de massas americana (...) quanto da imagem estereotipada de um Brasil sexualmente exposto, hipercolorido e frutal”. Em 2014, atirar-se ao reportório de Carmen Miranda como o faz, agora, o Real Combo Lisbonense – Saudade de Você: Às Voltas com Carmen Miranda –, já não terá um efeito explosivo de igual magnitude mas é, sem dúvida, uma sequência natural para o divertimento iniciado, no álbum de estreia (2009), com a exumação vintage “da tradição das orquestras e conjuntos que, em meados do século XX, animavam os casinos, hotéis, bares e restaurantes das principais metrópoles ocidentais”. Transatlanticamente repatriada, sem nenhuma vergonha, em clave carnavalesca, "period music" de bailarico e folia, “Carmen Miranda da-da-da-da”!
Mestre, sábio, venerado e santo mestre, quando diz que o melhor presente de Natal que recebeu foi “a presença de Cristo na minha vida” e, a seguir, acrescenta que "um Natal especialmente marcante", foi "o do ano em que o meu pai morreu dias depois, um Natal vivido intensamente", isso significa que a presença do JayCee nas nossas vidas tende a exterminar os progenitores e que isso é intensamente bom, ou que, dias depois do parto da virgem mágica, os superpoderes do catraio & companhia se extinguem?

Na opinião do responsável pelo "franchise"-pt da Vaticano S.A. (admirador incondicional do actual CEO e teorizador sobre as "escravaturas fisiológicas"), a receitinha correcta é a da vovó, no tempo do Sidónio: "tenham calma, tenham calma, que isto compõe-se"
Faltou a 16ª que é, aliás, a 1ª e única: não reconhecer que Leão X disse a verdade

18 December 2014

O que um gajo faz para tentar apagar certas memórias...

"Documental que muestra las acciones directas y campañas del colectivo flo6x8 en ciudades de toda España cuestionando el sistema financiero a través del arte flamenco. Se arrancan a bailar sin previo aviso o lanzan consignas tan nihilistas como irreverentes (“banquero, tú tienes dinero y yo tengo un florero, tú tienes cartera y yo un paragüero”) cantadas a plena voz. Quieren poner en la picota a los bancos como responsables de la crisis y al aparato internacional que los arropa en menoscabo de la soberanía de los pueblos: “si nadie los ha votado, alguien los tendrá que botar”. Pero nada escapa al control de los bancos y en el documental se exponen, asimismo, las imágenes de videovigilancia de estas acciones captadas por las cámaras CCTV de las propias entidades bancarias que han sido filtradas a Camping Producciones"
É sempre "resultado de factores externos", não é, ó 44?...
Ei-los, aproximando-se devagarinho





17 December 2014




Agora que EUA e Cuba vão reestabelecer relações diplomáticas, é oportuno recordar a justa posição marxista acerca das correctas relações entre ocupantes imperialistas bêbedos e casas de putas revolucionárias (tal como Fidel Castro a expôs em entrevista a Clark Hewitt Galloway para o "US News & World Report" em 1959):


CHG - Qual é o seu parecer sobre a base naval fos EUA em Guantánamo? 
FC - Esse é um problema que não se discutiu aqui. Não foi abordado. Houve alguns conflitos pequenos originados pelo facto de deixarem sempre desembarcar os marinheiros, deixavam-nos ir a Guantánamo, por exemplo, deixavam-nos ir lá todas as semanas para se divertirem. Claro que, economicamente, era conveniente porque faziam compras. Mas iam milhares de marinheiros e iam a certos locais de diversão. Não conheciam bem o lugar e muitas vezes chegavam às casas de pessoas decentes e tocavam à porta de qualquer casa. Existe um certo conflito entre eles quando vão de férias; quando iam de fim-de-semana, criavam-se conflitos entre eles e as famílias decentes. Porque muitos marinheiros enganavam-se, bebiam, enganavam-se de sítio e entravam nas casas. (...) Sobretudo, a mim, preocupa-me muito que não haja o mínimo incidente. (...) Nessas zonas onde havia problemas, gostaria que se fizessem todos os possíveis para que tudo estivesse bem organizado, bem ordenado.
SEM CERIMÓNIAS 


Pablo Casals dizia que “o amor que temos pelo nosso país é uma coisa esplêndida. Mas porque não poderá esse amor passar a fronteira?” e Einstein acrescentava que “o patriotismo é uma doença infantil, o sarampo da humanidade”. Foi (também) assente em generosas convicções desse género que projectos como o da União Europeia emergiram apesar de, já em 1979, o ex-embaixador britânico em Lisboa, Sir Archibald Ross, numa comemoração dos 25 anos de intercâmbio cultural entre Portugal e o Reino Unido, ter recordado um dos persistentes argumentos eurocépticos: “Para quê aproximar as pessoas, se é sabido que, quanto mais se conhecem, mais se odeiam?” Uma das invenções que, particularmente no âmbito do cinema, mais contribuiu para fazer torcer o nariz ao europeísmo, foi o justamente mal afamado “europudim”, essa receita de transnacionalidade por encomenda que consiste em juntar um realizador eslovaco com um argumentista lituano, colocar-lhes à disposição um catálogo de actores e técnicos das outras 26 nacionalidades e sugerir-lhes que vão rodar na Transilvânia um épico sobre as campanhas napoleónicas. 



Não é, por isso, má vontade o motivo que leva a olhar, instintivamente, de esguelha um álbum que reúne 11 músicos da Grécia, Itália, Portugal, Estónia e Espanha, num “projecto cooperativo entre várias instituições culturais europeias”, com o objectivo de abater fronteiras e celebrar o diálogo entre as músicas tradicionais dos respectivos países. Afinal, todo o resto corresse tão bem na Europa como sucedeu em Folk Music In Museums – Young Musicians And Old Stories e não se associe aos “museus” a ideia de fósseis religiosamente preservados porque o que aqui se descobre é exactamente o contrário: a gloriosa promiscuidade que enrola “tammurriatas” com marchas catalãs, paganismos mirandeses e estónios, a total ausência de cerimónia na coabitação de melodias das Cíclades com “sardanas” tingidas de flamenco, a obscena naturalidade do convívio entre desbragamentos de taberna, virgens curandeiras e pescadores contrabandistas de haxixe, e o fogo de artifício tímbrico (teppo lööts, tsambouna, torupil, gralla – ataquem os dicionários!) não poderiam ser mais diferentes das hirtas folhas de Excel de qualquer Pacto de Estabilidade e Crescimento. 
Portugal numa casca de noz (XX

Seguem-se o marsápio das Caldas, a lambisgóia de Fátima e a rótula do Eusébio

16 December 2014


VINTAGE (CCXXX)

Caetano Veloso - "Tropicália"

Fragmento retirado do filme Tropicália (2012) dirigido por Marcelo Machado. Esse trecho é uma fusão de vários filmes tais como Câncer - Glauber Rocha, Terra em Transe - Glauber Rocha, Os Herdeiros - Carlos Diegues, Bandido da Luz Vermelha - Rogério Sganzerla, Nosferatu do Brasil - Ivan Cardoso, entre outros.
 
Sonnet Foutatif - Claude Le Petit
 


Foutre du cul, foutre du con,
Foutre du Ciel et de la Terre,
Foutre du diable et du tonnerre,
Et du Louvre et de Montfaucon.

Foutre du temple et du balcon,
Foutre de la paix et de la guerre,
Foutre du feu, foutre du verre,
Et de l'eau et de l'Hélicon.

Foutre des valets et des maistres,
Foutre des moines et des prestres,
Foutre du foutre et du fouteur.

Foutre de tout le monde ensemble,
Foutre du livre et du lecteur,
Foutre du sonnet, que t'en semble?

(de O Bordel das Musas ou As Nove Donzelas Putas)

15 December 2014

Ena!... mais 10 000 do que o recluso nº44!!!...

Os maiores na rua deles
(ou A Branca de Neve e os Sete Anões)

A fé é sempre, sempre, uma armadilha lixada
(nunca conjugar o verbo "acreditar")
When the shit hits the fan (III)

(ou "The moment at which fecal matter hits the spinning blades of an electric fan")

Mas eles têm de ocupar o tempo com alguma coisa...