31 January 2015

Kolob, your wish is my command!

"Desequilibrem a Europa e depois admirem-se de Putin estabilizar as suas conquistas a Leste; dividam a Europa entre os amigos da austeridade e os seus inimigos e depois queixem-se de muitos segundos ou terceiros partidos serem extremos, anti-europeus, populistas, radicais; aticem os mercados contra os 'que se portam mal' e depois queixem-se de haver saídas do euro, e queixem-se ainda mais se elas se revelarem vantajosas a prazo. Ninguém pode garantir que o Syriza tenha sucesso, e também não é fácil definir qual o grau de cumprimento das suas intenções que possa ser considerado pelos gregos um sucesso, mas os gregos que votaram no Syriza prestaram um enorme serviço à Europa, desbloquearam-na, abriram novas possibilidades, umas boas e outras más. Os gregos fizeram história, no sentido de que quem conhece a história sabe que ela é sempre surpresa. É por isso que, como na célebre frase de 1848, um espectro assola a Europa: o do Syriza" (JPP)
Deutsch cojones

"Vi vill not be silenced!!!"... ... err... "Ja, vi vill be silenced..."

(agarrem-me se não vou-me a eles - II)
Dylan por John Shearer





"So if you’re single and living in dread of having no sweetie for Valentine’s Day, just remember — love makes syrup of even the greatest minds"

30 January 2015

(blasfemando um bocadinho com a concorrência - daqui)

(agarrem-me se não vou-me a eles - I)
O fedelho, não sei, 
 
The Tweet Of God (VII)


Love letters to Richard Dawkins

"Uma pessoa pasma como indivíduos com tão pouca educação e tão pouca inteligência se atrevem a 'avaliar' alguém" (VPV - ver também aqui e aqui)
QUALQUER COISINHA DE PORTUGUÊS (XXXIV)/LES PORTUGAIS SONT TOUJOURS GAIS (LVII)

... e, depois dos dinossauros... a cobra portuguesa com 155 milhões de anos!!!...
The Pop Group - "Mad Truth"

real. Asia Argento

29 January 2015


Edit: ... naturalmente...
Já que se fala no assunto, vender a base das Lajes ao Estado Islâmico era capaz de ser uma ideia... não muito pior do que vender a EDP à China
Mais outra peça para o puzzle

("i")

("CM")
O jovem Fidel não era assim tão exigente...
"Muitos políticos seres com dois dedos de testa não gostam que se fale tu fales de corrupção seja do que for na televisão"
Primeiras linhas (III)

"Jadis, si je me souviens bien, ma vie était un festin où s'ouvraient tous les coeurs, où tous les vins coulaient. Un soir, j'ai assis la Beauté sur mes genoux. Et je l'ai trouvée amère. Et je l'ai injuriée"

O Islão bom  (VIII)


Don't cry for Layla,
don't rave about Hind!
But drink among roses a rose-red wine,
a draught that descends in the drinker's throat,
bestowing its redness on eyes and cheeks.
The wine is a ruby, the glass is a pearl,
served by the hand of a slim-fingered girl,
who serves you the wine from her hand,
and wine from her mouth — doubly drunk, for sure, will you be.
Thus I am drunk twice, my friends only once:
a favor special, for me alone!
Mas qual a dúvida?... Claro que todas as provas que possam incriminar o 44 têm de ser proibidas!

28 January 2015

SALAAM



Qual dos dois é o mais violento, o Corão ou a Bíblia? Existem, felizmente, sites beneméritos que fizeram esse estudo comparativo por nós. Por exemplo, The Skeptic’s Annotated Bible, através do qual se verificará que, se, na Bíblia, podemos ler 1318 passagens de carácter “cruel” ou “violento” (maldições como “E a minha ira se acenderá, e vos matarei à espada; e vossas mulheres ficarão viúvas, e vossos filhos órfãos”), no livro segredado ao ouvido de Maomé pelo mesmo super-herói voador – Gabriel – que, há 2015 anos, deu a uma moça judia a notícia de que ela iria ser o mais célebre caso de partenogénese de sempre, existem 532. Tomando, porém, em consideração a muito maior extensão da Bíblia, deverá concluir-se que, nesta, a percentagem de leitura não recomendada a crianças e espíritos sensíveis é de 3.89% enquanto, no Corão, chega aos 8.45%. O que não deixa de ser inquietante quando nos damos conta que mais de metade da população do planeta acredita num ou no outro. Acatemos, contudo, uma tendência recente de matriz financeira (duplamente inspirada na ingenuidade dos primeiros "westerns" e no pensamento do persa Mani) e separemos os bons dos maus.



Mas, porque é a má reputação dos 8.45% – os que, entre outras enormidades, proclamam “Firmeza, pois! Logo infundirei o terror nos corações dos infiéis; decapitai-os e decepai-lhes os dedos!" – que, ultimamente, mais tem ocupado os espíritos, vale, no entanto, a pena recordar que é a esse quadrante cultural que, sintetizando barbaramente, devemos a poesia de Rûmi (Leonard Cohen: "o maior poeta da divina embriaguez pelo amor"), Omar Khayyām, Abu Nuwas, e Ibn 'Arabi, polímatos geniais como Ibn-Sīnā/Avicena, gigantes musicais como Oum Kalthoum, Mohamed Abdel Wahab, Farid al-Atrash, Sayed Darwish, Hassan Hakmoun ou Nusrat Fateh Ali Khan, lendas como os Master Musicians of Jakouka, a música dos Gnawa, ou a infinidade de géneros (dawr, qawali. malouf, taqsim, mawwal, qadd, muwashah...) através dos quais se exprimem. E, sim, as inúmeras e belíssimas representações do profeta (que só por volta do século XVII começaram a ser desencorajadas e não em todo o mundo islâmico) que é possível ver no riquíssimo Mohammed Image Archive. As-Salaam-Alaikum! 
Mas ninguém lhes explica como deverão argumentar?
A PACC, tal como existe, é um absurdo; são, de facto, inadmissíveis, os erros de licenciados em ESEs; a solução era barata e simples;  vou passar a tomar nota, um por um, dos inúmeros pontapés no português que Nuno Crato, colegas de governo & oposição, liberal e regularmente, nos oferecem.
Olha aqui, aqui e aqui... ... ...
Lenita, se a menina não sabe, deve estudar e não armar-se ao pingarelho:  em "tratado quase como se não passasse de um traço distinguée", "traço" é masculino, logo, "distingué".

26 January 2015

Em breve, notícias de Évora
 
... pois, mas olha que, por esse lado, podias começar a poupar uns trocos valentes...
In space no one can hear you scream?
 

+ aqui e aqui
Yanis Varoufakis, novo ministro
das finanças da Grécia

"When I chose my PhD thesis, I intentionally concentrated on a method within which Marx was not simply wrong, he was irrelevant. When I landed my first economics lectureship in Britain, the implicit contract between my university and me was that the sort of economics I would teach our students would be as far removed from Marxism as is humanly possible. When I moved to Australia in 1988, unbeknownst to me, I was recruited by the right wing of the Sydney University Economics Department in order to keep out of the Faculty another candidate whose former supervisor was thought of (quite rightly!) as a dangerous Marxist. Later I moved to Greece where I (foolishly) became, quiet officially, an advisor of George Papandreou -- the man whose government was to mediate Greece's passage to Hell a few years later. While I resigned that position in 2006, having gotten whiff of the impending disaster, I carried on teaching, at the University of Athens, quaint (and admittedly vulgar bourgeois) subjects like Game Theory and Microeconomics to a large number of Greek students, who remained touchingly oblivious to the catastrophe about to befall them. Back in 2002, well before the Global Crisis erupted, Joseph Halevi and I tried to sound a warning -- but we failed to make an impact. Even though in 2006 I did my best to warn Greek society, and anyone who would listen, of the impending disaster, I shamefully remained part of Athens' and Europe's 'polite society', not once taking to the streets. When the Global Crisis erupted in 2008, and soon engulfed the Eurozone, I began writing articles and making frantic appearances in established and less mainstream media alike, promoting a fundamentally bourgeois agenda for saving capitalism from itself! When the going got really tough, at a personal level, in Greece, I migrated to the USA and took up an appointment at the University of Texas. To this day, I am struggling to impress the powers-that-be that they must urgently adopt specific bold policy recommendations in order to prevent an inevitable crisis from crushing capitalism. In summary, not one of my academic publications can be thought of as explicitly Marxist, while my energies are channeled into preventing capitalism's collapse. Nonetheless, all along, from my student days in Britain to this very day, the only way I could make sense of the world we live in is through the methodological 'eyes' of Karl Marx. In itself, this 'fact' renders me a theoretical Marxist. Moreover, I feel Marxism in my bones every time I am engaged in any form of intellectual pursuit: from discussing the Arab Spring to debating the intricacies of Art with my artist partner. Furthermore, a democratic, libertarian, socialist future is the only future that I would be willing to fight for. A most peculiar Marxist no doubt, but a Marxist nevertheless". (+ blog)
Não estou certo que tenha sido para isto que o Loukanikos morreu

24 January 2015

(just a regular day) 
Round up the usual suspects!

Antes que volte a ouvir-se o refrão "já não há políticos como antigamente" (II)

W.C. (30 November 1874 – 24 January 1965)

I hate Indians. They are a beastly people with a beastly religion.
In Leo Amery : Diaries, 1942
 
I hope it would be bitter and bloody!
Upon hearing news of conflict between the Muslim League and Indian Congress, 1940
 
Relief would do no good, Indians breed like rabbits and will outstrip any available food supply
On why famine relief was refused to India, 1944
O Islão bom  (VII)



STREET ART, GRAFFITI & ETC (CLI)

Cascais, Portugal, 2015



O Espírito Santo anda cá com uma pica...
 
(daqui)


Nota: que a adenda no final do post não passe despercebida

23 January 2015


Antes que volte a ouvir-se o refrão "já não há políticos como antigamente" (I)

W.C. (30 November 1874 – 24 January 1965)

I will not pretend that, if I had to choose between communism and nazism, I would choose communism.
Speaking in the House of Commons, autumn 1937

I do not understand the squeamishness about the use of gas. I am strongly in favour of using poisonous gas against uncivilised tribes.
Writing as president of the Air Council, 1919

It is alarming and nauseating to see Mr Gandhi, a seditious Middle Temple lawyer, now posing as a fakir of a type well known in the east, striding half naked up the steps of the viceregal palace, while he is still organising and conducting a campaign of civil disobedience, to parlay on equal terms with the representative of the Emperor-King.
Commenting on Gandhi's meeting with the Viceroy of India, 1931

I do not admit... that a great wrong has been done to the Red Indians of America, or the black people of Australia... by the fact that a stronger race, a higher grade race... has come in and taken its place.
Churchill to Palestine Royal Commission, 1937

The unnatural and increasingly rapid growth of the feeble-minded and insane classes, coupled as it is with a steady restriction among all the thrifty, energetic and superior stocks, constitutes a national and race danger which it is impossible to exaggerate...
Churchill to Asquith, 1910

One may dislike Hitler's system and yet admire his patriotic achievement. If our country were defeated, I hope we should find a champion as admirable to restore our courage and lead us back to our place among the nations.
From his Great Contemporaries, 1937

So far as Britain and Russia were concerned, how would it do for you to have 90% of Romania, for us to have 90% of the say in Greece, and go 50/50 about Yugoslavia?
Addressing Stalin in Moscow, October 1944

This movement among the Jews is not new. From the days of Spartacus-Weishaupt to those of Karl Marx, and down to Trotsky (Russia), Bela Kun (Hungary), Rosa Luxembourg (Germany), and Emma Goldman (United States)... this worldwide conspiracy for the overthrow of civilisation and for the reconstitution of society on the basis of arrested development, of envious malevolence, and impossible equality, has been steadily growing. It has been the mainspring of every subversive movement during the 19th century; and now at last this band of extraordinary personalities from the underworld of the great cities of Europe and America have gripped the Russian people by the hair of their heads and have become practically the undisputed masters of that enormous empire.
Writing on 'Zionism versus Bolshevism' in the Illustrated Sunday Herald, February 1920

22 January 2015



Elysian Fields - "Channeling"

... mas esse fato distrai um bocadinho...



Morning Sky - Georgia O’Keeffe (1916)
O Islão bom  (VI)

Hassan Hakmoun and the Electric Sintir

Tivesse eu conta no BPI e era hoje mesmo que a encerrava
The Koran Does Not Forbid Images of the Prophet (V) - então, ninguém irá aborrecer-se se for repetido o Everybody Draw Mohammed Day, pois não?

A boa pedagogia é assim
(ao cuidado de Nuno Crato)




21 January 2015

O ASSOMBRO E O PÂNICO 



“Vivemos numa era pós-moderna em que é extraordinariamente difícil inventar coisas fundamentalmente novas. Tudo explodiu lá atrás – John Cage destruiu um piano e Jimi Hendrix lançou fogo à guitarra muito antes de a Annie ter nascido. Há sempre alguém capaz de tocar mais rápido, mais forte, com mais distorção. Só nos resta mergulhar em nós mesmos, descobrir quem somos, apenas nisso será possível acreditar”, dizia, há cerca de um ano, à “Pitchfork”, Tucker Andress, virtuoso e quase anónimo guitarrista, acerca da sobrinha, Annie Clark/St. Vincent. Há-de ter sido por via equivalente, embora completamente distinta, que caminharam os outros dois nomes que começam a desocultar os contornos do mundo audiovisual (e do imenso outro) ainda por nascer: Arca/Alejandro Ghersi e Jesse Kanda. Não é, de modo algum, um acaso que o magnífico LP1 (e anteriores EP) de FKA twigs tenham fortíssima marca de ambos e que, Björk, essa outra impenitente "shapeshifter", haja recrutado Ghersi na qualidade de co-produtor do próximo opus (enquanto Kanda sonha em voz alta com a hipótese de se ocupar dos vídeos). 




É, na verdade, de um vertiginoso mergulho interior que se trata nos sons e nas imagens de "Thievery" (algo como a insolente coreografia de uma robótica strip dancer, andrógina e esteatopígica, descendente bastarda da Vénus de Willendorf e do "Rubber Johnny" de Chris Cunningham e Aphex Twin), "Now You Know" ("city ghosts" projectados sobre uma aurora boreal nos céus de Saturno), no abstraccionismo entomológico de "Held Apart" – todos de Xen, alter-ego compulsivo e título do álbum de estreia de Arca –, nos desfigurados e infernais bebés e no pesadelo oro-faríngeo de “Trauma 1 & 2”, ou na liquefacção da anatomia humana de "Fluid Silhouettes", gémea de "Water Me" e "How’s That", de twigs. Espécie de colisão suave entre antiquíssimo romantismo radicalmente digital e projecto científico orientado para a identificação dos processos pelos quais, do infinitamente grande ao invisível plano sub atómico, o assombro e o pânico se instalam, há nesta enorme estranheza de um Eraserhead que tivesse sido filmado por Kubrick segundos depois de ter devorado Cronenberg, muito mais do que os 2263 caracteres deste texto seriam capazes de começar sequer a descrever. 
Primeiras linhas (II)

"If you really want to hear about it, the first thing you’ll probably want to know is where I was born, and what my lousy childhood was like, and how my parents were occupied and all before they had me, and all that David Copperfield kind of crap, but I don’t feel like going into it, if you want to know the truth"

Inside the making of The Beatles’
"Sgt. Pepper’s Lonely Heart’s Club Band"

Não deve ser necessário explicar por que motivo esta "matematização" da relevância estética é tão pateta, pois não?
O Islão bom  (V)



He saw the lightning in the east and longed for the east,
but if it had flashed in the west he would have longed for the west.
My desire is for the lightning and its gleam, not for the places and the earth.

The east wind related to me from them a tradition handed down successively,
from distracted thoughts,
from my passion,
from anguish,
from my tribulation,
from rapture,
from my reason,
from yearning,
from ardour,
from tears,
from my eyelid,
from fire,
from my heart

That "He whom you love is between your ribs; the breaths toss him from side to side".
I said to the east wind,
"Bring a message to him and say that he is the enkindler of the fire within my heart
If it shall be quenched, then everlasting union, and if it shall burn, then no blame to the lover!"
(tradução de R.A. Nicholson)

20 January 2015


Então, logo agora que a brava luta das massas expulsou o vil braço armado do imperialismo americano... a vanguarda da classe operária amofina-se?
Primeiras linhas (I)

"Uma grande foda, disse o avô, não é para todos" 

Moranbong Band 
(com vénia ao Malomil e não esquecendo o Pochonbo Electronic Ensemble)









(imagens daqui)

19 January 2015

está... (outra vez)
 
"Religion, a mediaeval form of unreason, when combined with modern weaponry becomes a real threat to our freedoms. This religious totalitarianism has caused a deadly mutation in the heart of Islam and we see the tragic consequences in Paris today. I stand with Charlie Hebdo, as we all must, to defend the art of satire, which has always been a force for liberty and against tyranny, dishonesty and stupidity. ‘Respect for religion’ has become a code phrase meaning ‘fear of religion’. Religions, like all other ideas, deserve criticism, satire, and, yes, our fearless disrespect" (Salman Rushdie)
(imagens daqui)